Sabemos olhar!

7 de dez de 2011

RESENHA DA MÚSICA ESTRADA NOVA

O pensador: ‘E que a minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade...também”. é o mesmo da Música Estrada Nova, Oswaldo Montenegro.

Pouco é o gênero que me agrada, e músicas que debicam a emoção são pouquíssimas, seleção crítica a minha.

Na época do vinil, bradavam: Troca o disco, vira o disco! Vai furar o disco? (Nas repetidas execuções de uma determinada música).

Atualmente, só precisamos dá um clic no “Repetir” do WMediaPlayer e não ter receio em furar o disco, pois, mudou a forma das execuções mas não mudou o impulso por elas escolhidas.

Por um ano e alguns meses, especialmente essa música, foi configurada na minha chamada de telefone, hoje não mais; além de ser a escolhida nos meus momentos de “veludos”.

Aqui falaremos sobre essa Estrada Nova, não na interpretação intima e confidencial do autor, mas no que é inerente ao apreciador em resenhas, e quem sabe dará a resposta do porquê que ela é tão boa letra e melodia.

Estrada Nova - Oswaldo Montenegro

Eu conheço o medo de ir embora
Não saber o que fazer com a mão
Gritar pro mundo e saber
Que o mundo não presta atenção

Quando estamos diante de uma novidade, um caminho à seguir, uma direção à escolher, numa madrugada longa, pessoas que não conhecemos, situações inesperadas, lugares sem acentos, um final que não decidimos e não podemos pedir auxílio.

Não saber o que fazer com a mão, lembra-me uma timidez que busca função para esconder toda tensão. E mesmo na satisfação do grito, não trará um resultado, nem atenção de ninguém.

Eu conheço o medo de ir embora
Embora não pareça, a dor vai passar
Lembra se puder
Se não der, esqueça
De algum jeito vai passar

Declarar ter medo dessas novidades, é querer ser um peixe no meio do mar, que exerce a sua melhor arte: Fugir, escapar, deslizar até que se sinta seguro novamente, e não somente o medo, mas toda dor passará.
O sol já nasceu na estrada nova
E mesmo que eu impeça, ele vai brilhar
Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar

O sol já nasceu na estrada nova - esta é a esperança, a dissipação de todo o medo, a clareza dos detalhes, a redundante força, a direção bem tomada, pessoas em quem confiamos, lugares confortáveis, e em meio a um final que não decidimos mas somos responsáveis por continuar construindo novos finais. E com ou sem adversidades o sol brilhará, indicando e aclarando os ocultos sentimentos.

Eu conheço o medo de ir embora
O futuro agarra a sua mão
Será que é o trem que passou
Ou passou quem fica na estação?


Por persistir, o medo nos trava, tirando nossa noção de vez e espaço, e precisa ser estancado esse medo, lançado fora, deixado distante de nós, e somos surpreendidos pelo futuro agarrando nossas mãos, nos lançando por dentro de uma máquina sem sabermos se estamos andando, ou se é a paisagem ao nosso redor. Essa máquina é a vida.

Eu conheço o medo de ir embora
E nada que interessa se pode guardar
Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar


Restando-me aceitar, que o conhecimento do medo nos faz prudentes e observadores, e aceitar ainda que nada é nosso, que uma estrada é para ser seguida e nela nos garante apreciar o por do sol no horizonte.


Sentimentos que vislumbro ao ouvir tal melodia.

31 de out de 2011

A PRIMAVERA DA LAGARTA, Ruth Rocha


Vivo mais um momento delicado da minha vida, esses momentos que não sabemos como ficará o eixo, a ansiedade que insiste depositar, no entanto, lembrei-me de um fato que dominou meus pensamentos, foi a lembrança de ter superado mais uma semana agitadíssima, e compartilho aqui:

“Zapiando” em uma tarefa e outra, fui buscar as últimas avaliações escolares do meu filho, no conteúdo do envelope estaria à resposta de mais uma unidade com sua pontuação.

Cheguei à nossa casa, curiosa para ver os resultados... E ao abrir o envelope pintado e com enfeites, demorei-me na primeira provinha de português, com o título do texto: A PRIMAVERA DA LAGARTA, autora Ruth Rocha.

A ultima frase do texto resumido era: "É preciso ter paciência com as lagartas, se quisermos conhecer as borboletas."

Minha demora foi meditar no estrago que as lagartas provocam nas folhas, sua existência temporária de um estado em transformação, o processo do ser casulo e sua liberdade em asinhas.

E pergunto: Quanto tem em nós de lagartas, casulos e borboletas?

Lagarta = Tempo de buscar (mesmo incomodando), de fortalecimento, de ação e de caminhadas.

Casulo = Tempo de silêncio, da espera e quietude.

Borboleta = Tempo da beleza, do resultado, da apreciação e da liberdade.

SIM, QUEREMOS CONHECER AS BORBOLETAS!


{Para os curiosos, ele tirou nota: 8,5}


13 de out de 2011

PAPAI ME DEU UMA ARMA!

No dia das crianças, fui surpreendida por um menino, falando orgulhosamente: PAPAI ME DEU UMA ARMA!!!!

Em silencio me contive, e fui observar o que o pai estava fazendo por tarefas corriqueiras, deparei-me com ele, mais orgulhosamente: Elaborando uns slides, para aula num Seminário Religioso, não me detive ao tema, mas percebi que era de uma igreja cristã!

Fui tomada por grandes questionamentos e pensei: IMAGINA EU ENTRANDO EM PLENA SALA DE AULA, DESSE MESTRE PROFESSOR CRISTÃO E FALAR: _ ELE DEU UMA ARMA AO SEU FILHO. Como ficaria esse pai? Será que refletiria? Sabe-se que ama o filho, mas vive em compromissos de seu integral interesse, que não "gastou" um pouco do precioso tempo em refletir a contradição que aplica em sala de aula, e a mente do filho.

Estamos tão envolvidos com a mídia mercadológica que até defendemos: NÃO É UMA ARMA É UM BRINQUEDO. Sim, um brinquedo que muitas fábricas “henriquecem” colossalmente, fabricando instrumentos nada “enriquecedores”.

Por ousadia, falei: E OS LIVROS? TROUXE LIVROS? Ouve-se um Não sonoro.

Sim, não era mesmo uma arma, era um simples brinquedo. Defende essa idéia é quem não teme Deus, um Deus que nos ensina, que nos exorta, que deseja crescimento, por ser ELE SOBERANO EM TODA PAZ.

Comum é no oriente médio, que crianças convivem com brinquedinhos reais, capaz de interromper vidas, vidas que foram propostas as realizações.
Quem nunca teve um ente querido, esvair-se por um metal perfurante num impacto, nunca saberá o alcance dessa “coisinha”.

Para Fábrica e para o Pai em sua aquisição é somente um brinquedo, mas para a criança em seu inconsciente, grava-se a frase: É UMA ARMA.

Ah! Outro dia, li num livro: QUE AS CRIANÇAS DÃO VIDA AOS BRINQUEDOS... Pensei tanto sobre essa frase.

Imagina uma criança dando vida: MEU PAI ME DEU UMA ARMA!

Lamento! Feliz dia das Crianças, com seus livros, jogos divertidos, jogos educativos, bonequinhos engraçados...


Termino mais silenciosa e solitária, nesta reflexão.Essa imagem representa o ORGULHO QUE SE DEVE TER!

4 de out de 2011

O CIRCO SEM "PALHAÇO"!

Procuras por parques, exposições, cinemas, teatros, circo e entre outras fontes culturais.

No Império Romano pessoas ofereciam suas apresentações nas ruas e até casas dos mais nobres, além de anfiteatros, o circo foi avançando com grupos itinerantes, palhaços, malabaristas, mágicos e tantos outros.

Lembrar do "Palhaço é assimilar o lado mais alegre do Circo".

Fui num programa circense acompanhada do meu filho Israel e um amiguinho Natan, nossa participação era o entretenimento e a relação cultural. Quando criança me recordo das acirradas birras para assistir de perto aquela imensidão de cores e movimentos, essa novidade movia as escolas e toda a garotada da rua.
Os dois bem animados logo na chegada ao Circo, observei que não continha animal algum, talvez por lembrar da tramitação da Câmara Federal, quanto a exploração de animais em espetáculos. Fiz uma observação discreta, sem alardes, embora ser um bom tema introdutório para debates futuros, mas inicialmente não pretendia colocar peso e dá conceitos na entrada ante ao picadeiro.

Reservamos os melhores lugares, mas para nossa surpresa, não era um lugar privilegiado, dadas as reclamações dos dois (Israel e Natan). Nos refastelamos e apreciamos a lona armada, vez por outra os olhos do Israel brilhavam de contentamento.

Qual a criança que não quer ser escolhida pelo palhaço engraçado? Sim, 6 meninos entre 7 à 10anos, foram escolhidos da platéia para participarem da “brincadeira“, sinalizei ao Israel com um olhar de incentivo, que não aceitou fazer parte.

Um número de grande péssimo gosto fora iniciado; minha mente corria entre as humilhações que antes os animais sofriam por vezes, e em comparar que naquele momento uma substituição por 6 meninos.
Primeiro o “palhaço”, perguntou o nome de cada menino, e em seguida fazia gracinhas com as pronúncias dos seus nomes.

Vocês conhecem o Corpo Humano? _Perguntou-lhes o “palhaço”.

Os 6 meninos criaram 3 duplas, a regra da “brincadeira” era o palhaço perguntar a parte do corpo, e os meninos identificarem tocando o corpo do outro à frente.

Começa o “palhaço“:
- CABEÇA! (Um menino toca a cabeça do seu companheiro).
- PERNA!(Um menino toca a perna do seu companheiro).
Assim sucessivas partes, até que o “palhaço” cita o pênis, e os mais atentos não atenderam ao toque. Mas, para demonstrar o duplo sentido, o “palhaço” diz que é para cada um segurar o seu próprio orgão, por alguns segundos.
O “palhaço” agora grita: - NARIZ! (Os meninos colocam as mãos no nariz do seu colega)

Ecoam gargalhadas! (Pensei: TEM ALGO ERRADO COMIGO, pq não encontrei graça).

O “palhaço” provoca para que cada garotinho rebole, mexam os quadris; com sucesso é atendido, e vocifera palavras reles e atrevidas. Um dos garotinhos mexia os quadris ao som de uma música, enquanto o “palhaço” pelas costas do garoto demonstrava à platéia que o menino era homossexual, numa indução reprovável, um bullying aberto... (Em aplausos)


Ecoam gargalhadas! (Pensei: TEM ALGO ERRADO COMIGO, pq não encontrei graça). [2]

_VOCÊ VEIO COM SUA MAE? Perguntou o Palhaço “entre aspas”.

_Não! Vim com meus colegas. Responde o garotinho (que mexeu os quadris)

_AINDA BEM QUE NÃO TEM NINGUEM AQUI QUE TE CONHEÇA. Afirma o "palhaço", admitiu o fato ridículo que estava submetendo a criança

Nenhum menino foi poupado, foram chamados de: Misérias, cães, pestes e palavras de infortúnios que não reprisarei.

Mesmo impotente, certa de que não poderia ir ao picadeiro e tirar cada menino dali. Uma humilhação patética era uma navalha: PROIBEM OS MACACOS, E FINCAM AS CRIANÇAS NA "MOLESTAÇÃO DE CARATER MORAL".

Que permissividade na diversão medíocre, fomos capazes não aplaudir os números com animais, porque precisamos aceitar isso?
E o Poder Público?
Será que vai se tornar "cultura"?
Escolher crianças para rebolarem freneticamente e serem chacoteadas na equivalência sexual?
Será que a sociedade evoluiu mesmo, em que os romanos lançavam os homens para os leões devorarem a fim de divertimentos? Esses números foram eliminados com a evolução cultural, mas hoje, lançam crianças em sua inocência e são abertamente ridicularizadas.

O meu filho não foi o ESCOLHIDO PELO PALHAÇO, mas não minimiza minha tristeza e indignação. Altos palavrões e falta de criatividade, presenciei aquela encoberta perversidade, desmerecendo a criança e colocando-a como um animal irracional, apenas para alegrar os “sem graças”.

Existe brincadeira inerente as apresentações saudáveis. Será que esse adulto TEVE UMA INFÂNCIA NORMAL? Ou quis usar as crianças como espelho do seu próprio mal e desgosto?

Lamento por ter mostrado ao meu filho uma grande farsa no picadeiro: AQUELE “PALHAÇO”.

PARABÉNS AO VERDADEIRO CIRCO, que adoça a criança!

2 de set de 2011

02 DE SETEMBRO

Muitas lembranças...

11 de ago de 2011

SEU ERRO É A INGENUIDADE

Essa “ingenuidade” é atribuir uma simplicidade extrema ao outro, a falta de bom senso quando falamos tolices e disparates; ou alguém que crê com facilidade em tudo e todos por ignorância.

No entanto, quero frisar que a malícia é pura propensão ao maligno, uma astúcia que engana e devora, muito danosa essa mordacidade pungente.

O ser ingênuo circula no significado de "SEM MALÍCIA", que é um ser natural, INOCENTE e simples.

Encontramos a inocência nas crianças, seres ingênuos que nos fascinam, lembrei-me de uma música do David Quinlan intitulada: Quero ser como Criança.

Essa música desafia o adulto à voltar a ser criança, por se tornar independente, ele é levado aos questionamentos, portanto, voltar a inocência é querer o amor, o afago e o abraço de Deus. É linda demais.

Em particular quero errar com inocência, do que acertar com malícia.

O meu escopo é não crer com facilidades, não dá pareceres ignorantes e não margear nas tolices, mas quero ser ingênua de coração atento e olhar considerado.

3 de ago de 2011

ARREPENDIMENTO


Existe um dito popular:

“Se arrependimento matasse eu estaria morto”.

É uma frase usual nos lamentos por algo que foi feito ou não feito, dito ou não dito.

É desta contrição profunda e pessoal que desejo escrever:
- O arrependimento não mata mesmo, mas a falta dele sim.

No nosso intimo, guardamos muitos sentimentos, características e defeitos, que precisamos trabalhar dia a dia, é nesta elevada consciência de que somos passíveis da arrogância, das certezas nevoadas, um equilíbrio de compasso demorado.

Arrependimento é uma pequena e importante janela de grandes mudanças e é através dela que podemos enxergar horizontes magníficos, para belas fotografias.

O evangelista Lucas em seu capítulo 5 verso 32, diz: “Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento”, esse chamado vem do Senhor em sua Glória e Poder, o Verdadeiro que trabalha no íntimo do homem, e cada falha seja revista e levada ao arrependimento.

Então, concluo que arrepender-se é sábio, e edifica uma nova vida, como um “estalo” para a melhoria de nós mesmos.

Portanto, Se arrependimento matasse eu estaria morto ??????
- Não, o arrependimento traz você a vida e jamais a morte.

Pense nisso!

27 de jul de 2011

AO PAI AMERICANO, COM AMOR!

Excelente é o amor, que envolve nossas vidas.

O Pai Americano: Inteligente, intenso, discreto, sincero, argumentador, sensível, equilibrado, sonhador, sentimental e de natureza sociável.

Sua incansável tentativa por justiça, sem medos das mudanças, mesmo com razões que para alguns seja incompreendida.

O “brilho maior” é o direito de toda criança ser amada.

O homem só dá aquilo que tem, encontrei nele muita vontade de cuidar e amar à tão linda flor (sua filha), nas tantas mudanças marcou-se à hora de florescer.

Testemunhei um cuidado disciplinado, calmo e vigorosamente aplicado, bom senso gracioso, e da sua parte não existiu algo que se destoa.

Manter esse convívio “pai-filha” - é acertar o quanto um pode ser encantador para o outro, há vantagens nessa relação que cresce afetivamente. Ele, o Pai Americano, quer mergulhar de forma sincera na paternidade, capaz de ser submerso por zelo e preservação.

Antes, estive me perguntando, qual preço teria que pagar para centralizar a atenção do meu filho Israel, nós mães achamos que temos mais dos nossos filhos, é um equivoco presumir.

Ninguém substitui uma mãe e ninguém substitui um pai, não importa em que grau seja essa ligação.

Não posso apagar nenhuma linha da historia do meu filho, afinal, ele foi amado e desejado antes, durante e após o seu nascimento, aceitar sua história é respeitar sua vida individual e sem egoísmos.

O Sertão Pernambucano é nossa Pátria com seus preconceitos e rumores de violências, mas ainda extraem-se raízes boas de um povo plural, e foi nesse jardim que Deus escolheu para o Pai Americano “paternar”, nesse berço cultural complexo.

No "O lado pesado da balança", tópico que retrato a indiferença da justiça no tratado quanto ao destino em seus acordos e julgamentos.

O mais importante de tudo e soberano acerto, é o bem estar das crianças, sem que nenhum adulto use de elementos para alienar esses pequeninos, para que cresçam saudáveis, constantes, alegres, prósperos e aos poucos o melhor depreender dos sentimentos, que aflorará em seus coraçõezinhos: "O AMOR!"


Ao

THE AMERICAN FATHER, WITH LOVE!

Matthew H. Guidera, H.C.
Certified Holistic Health Practitioner
Regeneration & Nutritional Wisdom
http://www.renewyourfood.com/
http://www.brazilplantmedicines.com/

11 de jul de 2011

MAIS DO QUE POSSO LEVAR


Sinto-me sobrecarregada, um número excessivo de compromissos, não sei por onde começar.

Nem sempre o começo é o início. Quiçá, a procrastinação de tantas outras.

As urgências são confundidas com as prioridades, e o resultado são atropelos.

Há quem diga que o sucesso é a demanda.

Estamos vivendo na era das pílulas milagrosas, nada mais que uma eufórica harmonia.

Somos máquinas que precisamos de peças para reposição.



Contudo, só sobrecarrega quem tem para dá, espero que os frutos sejam doces...

MOVER DE SI MESMO


Eu sou um muro, e os meus seios são como as torres; então eu era aos seus olhos como aquele que acha paz. (Canticos 8:10)



Coragem implica assumir uma preventiva e firme postura, contra o "despeito" pulsante de alguem.

Pois, o "bater no peito", ou seja, o insípido gosto da superior suficiencia nada mais é que uma embuste armadilha de tolo.

Despir a camisa, vai além do tecido, o que esconde a pele, esse tecido é corroído pelo tempo, um tempo que não se conta, não existe calendário, ou rotações com dimensões ordinárias.

Eis aí, algo que precisa ser tomado, por algo que se perdeu...

Não existe volta, pode ser que no "grito", seja escutado na saída do som ecoado.

Eis aí, levanta na força de Deus.

21 de jun de 2011

O lado pesado da Balança

O Advogado e Jornalista Paulo Stanich Neto, demonstra:


"A pessoa, quando se tornar universitária, é premiada com uma benesse pouco comum à realidade contemporânea brasileira. O ingresso no terceiro grau significa dizer que o estudante foi selecionado para um grupo privilegiado dentre toda população brasileira, e agora passa a constituir uma lâmina social que oscila na faixa de 5% da população pátria"


Faz lembrar a contribuição devida aos 95% da população que não conseguiram atingir os mesmos patamares de ensino. Esse parafraseado deveria ser lido aos gritos nos juris corredores; processos e pessoas se misturam, ignoram a singularidade de cada situação, mas vale o quantitativo solucionado.


"O Direito é a ordenação bilateral atributiva das relações sociais, na medida do bem comum. (Miguel Reale)".




Fonte:
Stanich Neto, Paulo; Guia do estagiário de direito; Campinas - SP; 2004.

9 de jun de 2011

O VELHO CARVALHO


Há quem diga que além de árvore, é um medidor de temporais;

Há quem diga que além de árvore, é uma fortaleza;

Zomba de tempestades que não podem derrubá-lo;

Olhar fixamente para um carvalho é saber que ante a vitória, muito esforço foi feito;

A firmeza no solo é maestria, e qualquer ameaça é um mero risco na partitura;

Seu nome, por favor : - Keyla "sempre" Carvalho

6 de jun de 2011

IDENTIDADE

Frase inesperada:

"Se eu fosse um brinquedo, já estaria no lixo e o meu nome não seria ISRAEL e sim: Mamulengo!"


3 de jun de 2011

CRENÇA VACILANTE - "LACÓNICA"

Somos frágeis, propiciáveis reações surpreendentes, descrevo minha insatisfação por coisas que não cabe a mim mudar, intangíveis...

Se um lado permaneço como aprendiz dos aprimorados ensinamentos divinos, do outro, ativo o esquecimento dando aberturas aos meus resolutos, vontades, disparates... O primeiro lado, é mais seguro, retraio-me ao estado divinal.

Que peleja profunda no que podemos fazer e como fazer, mesmo causando tanto sofrer; li outro dia que um míssil destrói o alvo, atravessam anos e anos para ser construído, mas o míssil destrói o alvo e a si mesmo.

Pensando assim, no que vigoraria a vingança? Será que é um prato que se come frio e várias vezes? Ou no calor das emoções? Qual prato seria mais saboroso?

Levando em questão, por viver na prática um valoroso controle, mas será que isso tem mesmo valor?

São questionamentos repetidos apenas, Deus com seu Poder estar no controle...

Do que adianta, tanta urbanidade em meio aos carniceiros? Coloca-se flores num jardim e outros põem serpentes.

Sinto-me, numa revolta maior do que eu mesma, o sorriso não é mais polido e nem mais espontâneo, ele fixa no socialmente bem reservado.

Quando entregamos algo de nós para alguém por vontade, por boa fé, nos traz um prazer imenso... Mas, quando somos tomados, mesmo uma pequena porção é como se fosse a maior espera.

Estou tendo experiências inimagináveis diante da Ingratidão, ela desfaz todo brilho das gravuras...

Dias difíceis...

30 de mai de 2011

O ESPELHO

Intolerante, procurando encontrar em mim a menina que contei ao meu filho Israel, ele sempre declara a frase: EU NÃO SEI! EU NÃO CONSIGO!
São retornos negativos que ouço ao solicitar um labor da sua parte, contratei o desejo de contar-lhe uma história:

"Israel, preste atenção!

Aos meus 12 anos, a professora perguntou na sala de aula: Qual menina aqui, poderia entregar flores "a tal professora", por sua despedida? Precisa ser uma menina desinibida.

Todas as meninas: NÃO SEI! NÃO POSSO! TENHO VERGONHA!

Por impulso, levantei o braço: EU POSSO!

Fui retirada da sala de aula e encaminhada ao salão de festas, levava comigo rosas e carinhosamente entreguei a homenageada, mantive a permanência e participação. Frustrações do lado de fora das minhas coleguinhas, afinal, era uma comemoração particular."



Conclui e o Israel sorriu muito, dobrou-se em gargalhadas.

Compreendeu como é bom não escondermos os nossos talentos, nossa capacidade...Poderemos até perder grandes oportunidades por sentenciarmos um NÃO impostamente.




O OVO RESPONDEU: SIM EU POSSO!

Ilustração: Só para descontrair..srsrs

16 de mai de 2011

FILHOS FELIZES

O autor Dr. Fabiano Hueb, reúne em capítulos sua experiência de continuar “paternando” numa leitura simples e direta, o sucesso que obteve advindo da relação harmoniosa - pai/filho, mesmo após sua separação.

Ele demonstra a maturidade na medida certa, quanto ao papel que cada um dos pais exercerão, na orientação emocional dos filhos, em maior enfoque na obra é o papel do pai.

Observei que a figura materna foi sombreada, ou seja, posta em terceiro plano, acredito que só alcançou essa prática convivente, pelo esforço da mãe. Quiçá! Inexistiria essa obra sem a colaboração da mãe dos seus filhos.

Hueb, oferta um capítulo entoando o tema: Alienação Parental.

Recomendo a leitura!

13 de mai de 2011

MORADA DO JOÃO

O pássaro João-de-barro conclui seu aconchego, num galho de uma árvore, certo de que abrigaria sua família, inesperadamente um vendaval derruba sua casinha.

Por um breve momento o João-de-barro, lamentou-se, culpou-se.

A casinha destruída, tão linda e perfeita, estourada ao chão.

Arrependido de ter feito sua morada no galho, imaginou que se fosse construída em outro, o vendaval não teria vencido.

Ele passou a se culpar, a culpa era forte todos os dias, o temor do inverno e o desamparo era sua queixa.

Não daria mais tempo para construir um novo abrigo, o cambaleante pássaro, retorcia-se em remorso. Porém, não sabia o João-de-barro, que ele não tinha culpa alguma, pasmem! O problema não era o galho da árvore, o problema era o TRONCO. O tronco da árvore estava oco, sem vida, e os galhos estavam fracos, como agüentar o peso de uma casinha?

Por um instante, silenciou os lamentos, observou atentamente, percebeu porém, que aquela árvore não tinha vida, sustentação e segurança.

Alegrou-se pela proeza da sua vida, que é à vontade em construir, e por ser um sagaz engenheiro da natureza, pensou ele: - SIM, HÁ TEMPO DE CONSTRUIR UMA NOVA MORADA!

4 de mai de 2011

VOCÊ NÃO CONHECE A MALDADE


Em admiração ao meu “estilo” diplomata, modo seguro e bem ajustado; fui surpreendida:

- Keyla, você não conhece a maldade. (Cambiante idéia numa demasiada inocência, tal frase era receptiva como elogio de brandura; raro nos dias de hoje).

Cravei um olhar, sorriso serrado, ar misterioso no declínio tímido, mantendo a mansidão, e no comando o “silêncio” no cofre imerso as lembranças tempestivas.

Evadi-me timidamente sem respostas, nenhuma vaidade pelo elogio recebido, e assim... caminhando... caminhando... caminhando... “descanso numa pedra” (figurado).

É aqui que deságuo, com águas turvas...

Respondo:

Meu olhar sereno, inocente, manso, silencioso, tão-somente, conhece a MALDADE.

Conhecer não é seguir, nem aceitar como prédica.

Conheço a Maldade da gestação ao nascimento solitário, a esmo nas caatingas nordestinas;
Conheço a Maldade na negação dos seus direitos e seu sobrenome;
Conheço a Maldade em que vale mais o orgulho, do que assumir os erros;
Conheço a Maldade no perder dos cabelos e passar anos sem ver o reflexo da própria face;
Conheço a Maldade no descer dos carros, motivado por pessoas pelo cheiro forte das feridas insuportáveis;
Conheço a Maldade num banheiro de chão glacial, um grito abafado num corpo infante, pele lisa, cabelos longos, sonho de anjo;
Conheço a Maldade quando testemunha um pai agonizando...veias, órgãos e no puxar do gatilho o seu próprio irmão;
Conheço a Maldade quando procura uma parede para recostar e nas mãos sangue de uma vida que vai embora;
Conheço a Maldade de uma mãe que em desequilíbrio tenta o suicídio diante dos seus olhos;
Conheço a Maldade dos irmãos desprezando e competindo uns com os outros;
Conheço a Maldade atroz de um "amor" interesseiro, inventável no bem pessoal;
Conheço a Maldade da negligência no transito que leva vidas importantes e muda tantas outras;
Conheço a Maldade dos dias enevoados;
Conheço a Maldade dos conflitos familiares;
Conheço a Maldade do preconceito militante;
Conheço a Maldade de colegas profissionais;
Conheço a Maldade de acusações infames;
Conheço a Maldade da doença;
Conheço a Maldade da Ignorância;
Conheço a Maldade da individualidade;
Conheço a Maldade na sua tendência à prática ruim de uma “ilustre” iniqüidade;
Conheço a Maldade como sendo o enxofre pungente;
Conheço a Maldade no desenho mal desenhado;
Conheço a Maldade no repúdio pela mesma;

"A terra frutífera em estéril, pela maldade dos que nela habitam. Salmos 107:34"

Sim, conheço a perspicácia da malvadeza.

E repreendo a cilada maliciosa em minha vida!

Suscito o “CONHECIMENTO” que infinitamente não preciso regatear.

Afasto qualquer sentimento menor no córrego desprezível.

Assim, silenciosamente permaneço, agradeço os livramentos e consciência do que exponho.

Avante!

Conclusão:

Dando vazão a minha resposta:

“Conheço tanto a maldade que prefiro fazer-me inocente, negar a existência de tal, assim, opto esquecer como manejos defensivos”.

19 de abr de 2011

PRA VOCÊ...




É pra você...

Sem face...

7 de abr de 2011

07 DE ABRIL DE 2011

Crianças quais os seus sonhos?

Elas não darão a resposta, o gemer frio da angustia abafa em silêncio. Uma mente doente sem acolhimento familiar, e que vive num sistema cauterizado de uma sociedade desvestida.


Arma em punho, coragem pérfida, velocidade brutal, foi assim que hoje o desespero atropelou a esperança.


O lugar do saber, da preparação, da pesquisa, da construção, da segurança, da disciplina, do ensino-aprendizagem e do futuro, foi cenário sem holofotes, mas clarões foram vistos, destruindo sonhos e vidas investidas, com faces rosadas dos poros da juventude.


Pais, Mães, Familiares... Estamos em sentimentos, como parte da mesma família, que ver nossos filhos em saída no uso dos seus passos, e seus pezinhos são impedidos de continuarem...


Deus É e será sempre o CONSOLADOR!

ELE VOLTA A ESCREVER


Jair Ferreira - Meu amigo de referência e sensibilidade.

PARTE II


Deus existe sim, e em plenitude. Continue...

30 de mar de 2011

MILAGRE SEU NOME É ISRAEL



Hoje recordo um momento muito importante, lembro quando você nasceu, era um sentimento sem igual; é na vida que comemoramos a vida.


7 anos na sua companhia.


Feliz Aniversário! Deus te abênçoe, meu querido e amado Filho.

29 de mar de 2011

PONTE PARTIDA

Numa extremidade a figura materna e noutra a paterna, posturas rígidas, braços de gessos cruzados, costas como escudos e na ponte dependura em fina corda o filho; esse é o desenho da atitude conjugal numa separação.

“Costas viradas” aprimoram e fortalecem conflitos, esquecendo-se, porém, que existe um risco para toda vida de quem eles declaram amar.

É momento de olhar em direção a ponte e compreender todos os riscos que estão sujeitando sua criança. Quem dará o primeiro passo?

Atravessar não é fácil, todos sofrem... A separação é confronto, mas há resolução na ponte partida. A superação é gradual e as etapas serão vencidas. Mister é o equilíbrio e a coerência nas emoções conflituosas, e por amor aos filhos requer um comportamento na valorização das crianças.

Não é sábio submeter uma criança as pressões que elas não compreendem as causas dos adultos, elas não guardarão frustrações, deve-se pensar uma forma de abrigar as crianças mesmo em meio a um lar desfeito, para que elas possam retornar as suas vidas cotidianas e prevalecer o seu direito único de ser criança e feliz.

11 de mar de 2011

MINHA HERANÇA: UMA FLOR!

1 de mar de 2011

A BONECA ESCONDIDA

Conheci uma menina em seu frescor, em botões, em sonhos e em caminhos planos ...

Ganhou de presente uma boneca gigantesca, os seus pequenos bracinhos não circulavam um abraço.

A mãe não permitia que fosse incluída a boneca entre seus outros brinquedos “reciclados”: Caixinhas de fósforos conjugadas formando um sofá, panelinhas de tampas de refrigerantes, e do lado uma “boneca tijolo”, sim, um tijolo enrolado, peso semelhante um recém nascido, mimos nesse tijolo, todo enrolado por retalhos esquecidos nos armários.
A imaginação infante não se explica, mesmo sem o preparo da fala, demonstra em expressões.

Brincadeira essa, que a menina dividia sua “casinha” de pequenas tábuas, essas tábuas caiam num estreito córrego. Ao longe, continuei observando aquela inesperada cena, tantos restos de “coisas” recicladas, nada inteiro para se brincar e num quarto ao lado, estava ela: Aquela suntuosa e imensa boneca “solitária”.

As tábuas caiam no córrego, irritando-a aborrecida em gritos, mas acorda um adulto, e ela em seguida entrega suas mãozinhas para serem depositadas as palmadas; O CONTROLE EMOCIONAL ou represar as emoções foi vivido precocemente, uma infância sem aviso.
Nula era a razão da brincadeira, levanta-se, examina suas mãos carmesins; em culpas coloca seus brinquedos reciclados em sacolas, encerra sua imaginação infante, passa pela suntuosa boneca e declara: - ASSIM COMO VOCÊ, SOU EU - Trancada, sem atenção, sem conversa, em silêncio vive, sem sinal, dentro de uma caixa assim estou.

Muitos anos se passaram:
- CADÊ A BONECA?
Foi tragada pelo tempo, desapareceu, não estar no lugar, e ela declarou: - ASSIM COMO VOCÊ, SOU EU - Livre, amada, curada e lembranças para muitos.

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...se um brinquedo quebrar em meio as brincadeiras...que bom...uma criança deu risadas e fez histórias...

12 de fev de 2011

SEM FRAGMENTOS...

Devo retornar ao blog e dizer o quanto nosso lar tem melodia, minha demora é por está aproveitando todos os detalhes que implica a maternidade.

A primeira atitude ao entrar em casa: - Quero papel e lápis... JustificarNão olhe, não olhe! (Um desenho do "sentir" saudades)

Pronto! (Entrega-me satisfeito! Não sabe ele que estou aqui compartilhando)

É muito gratificante ter "olhos que espelham" tanto amor.

Outro dia em conversa, ouvi essas palavras: KEYLA PRESTE ATENÇÃO:
Israel,
Ele é uma criança, claro.
Não um projeto, produto, troféu ou um pedaço de argila que você possa moldar como obra de arte.
Uma criança que vai prosperar se você permitir que ela seja protagonista de sua própria vida.
Ame-o.
Sem ser super protetora.
Disciplina sem rigidez de “sargentona” preparando soldados para matar islâmicos fanáticos.
Mãe destemida, presente, valorosa; que o inspire, a saber escolher a mulher que será a sua esposa.
O modelo de mãe que ele está vendo, é o modelo de esposa que ele desejará.
Ore sempre com ele. Ore do jeitinho dele, com frases que ele entenda.
Cante com ele. Canções que você possa inventar enquanto ele adormece.
Coloque-o diante do espelho e ensine-o a ser um orador.
Inspire-o.

Seja você a inspiração desse menino que cresce debaixo das suas asas. Mas acima de tudo, debaixo da proteção do Altíssimo.
Não o force a ser o melhor menino da rua. N
ão. Nada disso. Ensine-o a ser responsável. Alguém que já é esperança para muitos...
AMO ESSE MENINO COMO SE FORA MEU.
O meu compromisso se resume na força dessas palavras...

Agradeço ao Nosso Deus de Milagres!

24 de jan de 2011

JANEIRO/2011 EM FRAGMENTOS

Não podemos tirar férias de nós dois...

Sinto saudades, estivemos privados... (estamos).
Sem sorrisos cúmplices...

Sei que estaremos juntos e os seus olhos estarão espelhando melhor nossas vidas...

Menino que cresce, cresça junto de mim.
Com amor e sonhos, assim, somos únicos.

Ah Israel! Que saudades! Dias contados pra te ver!

Amo você, filho amado!

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