Sabemos olhar!

21 de mar de 2014

PESSOAS & PÉROLAS


Algumas pessoas sofrem por transformações, igualmente ao processo das “pérolas”.


Ao lermos a frase acima, calha o fascínio em apetecer valores a alguém, e imaginamos a culminância de encantos notavelmente a tal pessoa. Porém, não escrevo para fazer referência equiparando valorização e/ou elogios, mas tentando comparar a transformação na nossa individualidade. 

Nesses últimos meses estive ouvindo algumas histórias de superação, em que no passado, a vida estava no eixo habitual, mas um mancal estava por virar em mudanças e até tentado por algo que a princípio seria benéfico, logo mais, deparou-se com teias prejudiciais, que provoca arranhões, dilacera molduras, vitaliza amarguras, promove síndromes, perpetua medos, aprisiona o grito, altera a fome, imprime mentiras, apaga estradas, derrama as claras, arrasta grilhões, furta a tinta, amarela os sorrisos, perfura feridas, e assim, provoca uma colheita fora do tempo.

Dores, amarguras, agonia e suspiros são por fim, atenuados. Entre uma história e outra, fui recordando como são produzidas as pérolas, as mais raras e todo o seu processo de transformação no interior de uma ostra, em que acontece um colapso do pequeno e único grão de areia. 

Dentro da ostra não se vê o que acontece no desígnio processo, assim, é o nosso íntimo, ninguém vê o que se passa lá dentro.

Por: Keyla Carvalho

26 de fev de 2013

BARCO DE MADEIRA


Quando eu era criança, costumava passar quase que diariamente numa rua, e nesta existia uma luxuosa casa, com uma colossal murada, (em comparação ao meu tamanho), e por sorte, o portão ficava entreaberto.

Do lado de fora, retesava o meu corpo para ver ao fundo na principal sala, um objeto decorativo: Um barco de madeira na media de 50cm, sobre um móvel colonial.

Meus pensamentos opulentes, criava a ideia dos moradores afortunados, naquela casa continha um atrativo para minha admiração.

Particularmente, o barco significava a coragem que eu tinha em especular uma casa que jamais me convidaria para apreciar de pertinho, todo o realce dos seus contornos e velas.

Por ser meu alvo de admiração, acabei por descobrir o nome do proprietário, era um avanço ao meu desejo de ter o momento de chegar perto e observar cada detalhe, é sabido que o impulso de uma criança é bem mais ousado do que nós adultos regulares.

Porém, para meu desapontamento, passei em frente da casa e não mais estava entreaberto o portão, estava totalmente fechado, e por meses fechado... e fechado...

Aos poucos fui examinando o significado da palavra abandono - neste seria a casa.

Com tudo, o TEMPO me fez esquecer "da menina" e o seu fascínio pelo barco.

Passadas tantas fases da minha vida, aos meus 26 anos fui visitar uma pessoa que morava numa casinha bem pequena e humilde, e o morador me conduziu ao seu quintal. Curiosa, olhei tudo ao meu redor, as árvores com frutas da época, e não me contive com uma "murada"  muito baixa,  inclinei para observar o quintal ao lado, e tomada por sobressalto, surpreendi-me:

“Vi o barco que fez parte dos sonhos da minha infância, próximo a uma antena SKY ambos jogados ao chão, era inverno e gotas de chuva "carimbava" sobre esses objetos; vi no passado aquele mesmo barco num cenário suntuoso, e como ele chegara ali?”

Sem muito manifesto, tratei de perguntar quem era o morador daquela casa vizinha.

Será que se tratava do mesmo? (pensei)

Esqueci minha condição de "adulta regular" e ousei como uma criança. Não poderia perder a oportunidade mesmo que tardia, criei uma situação imediatamente para me aproximar dos moradores da casa vizinha, e de primeira procurei fazer amizade, o morador não sabia do meu real interesse em simpatia. Conversei com sua esposa e seu filho alegremente na calçada mesmo, estive o tempo todo devotada aos assuntos deles, ouvindo suas histórias com interesse. (E nada de tocar no assunto marítimo).

Aos poucos fui mapeando a vida daquela família, tratava-se de um homem trabalhador, dono de armazéns de grãos, um forte comerciante, acontece que naquele momento a sua família estava passando por dificuldades financeiras e tinha perdido todos os investimentos, perdera casa, carro, armazéns... Observei a nítida esperança em se reerguer, e o que aprendera com as quedas e decepções com pessoas e sócios, foi um desabafar dos dois.

Mas a menina gritava dentro de mim: KEYLA, PEDE LOGO PRA IR AO QUINTAL DELES, PEDE...PEDE...PEDE....E eu respondia: Mas como ir?

E tome conversas e mais conversas, e por fim, ele quis comparar a simples casa que estava vivendo com sua família, com a casa que viveu  por tantos anos. (ele só não imaginava que  já sabia). E foi me conduzindo cômodo por cômodo, até que cheguei ao quintal, olhei fixamente o barco na direção dos meus pés.

Jogado ao chão. (Era ele mesmo)

Meus pensamentos foram confiscados, e recebi uma das lições que guardo até hoje: “Talvez! Esteja aí a minha idéia de ver valores em meio aos lixos, por que não se trata apenas de um OBJETO DESCARTADO, mas uma HISTÓRIA, uma RAZÃO FORTE para estar descartado”.

Naquele momento: O Barco + o Vento + a Chuva + o Passado+ o Luxo + o Chão  = a Lição

31 de jan de 2013

MONOSSILABICAMENTE


"Neste mês de Janeiro/2013, passei por alguns infortúnios, houve dias em que imaginei não superar a brava engrenagem. Pensei que feridas cicatrizaram, mas era um “coscorão” que se formou apenas. Mantive boas conversas com ares de novidades, mas não deixei entrar todo o sanativo"  

Não adianta lamentar, é hora de limpar o estrago e lançar fora os avelhantados conceitos.

Tenho uma mente que produz, mas preciso que minhas mãos obedeçam aos comandos, estou mais lenta e ansiosa.


Uma vez, não lembro a data... Falei num programa de rádio, que preferia uma Cachoeira a um Lago, e construí a idéia de que o lago era com águas paradas, porém, próxima a cachoeira teria uma árvore com um ninho, e as muitas águas ecoantes não incomodava a ave e seus filhotes.  Hoje, nem sei mesmo o que quis dizer na época. É como se muito do que já disse ou escrevi, não fizesse tanto sentido.

Acho que estou vivendo o monossilabismo: SIM! NÃO! 



24 de jul de 2012

DISCORRA FAMÍLIA


Família não é apenas uma forma organizacional de pessoas com laços parentescos numa simplificada composição, denunciam os retratos amarelados e invadidos por traças, eles sim elucidariam melhor esse conceito.

O seu radical é formado pelos pais, seus filhos e estende aos parentes.

Não existe uma definição ajustada sobre o que é família, e quem não teve uma família imagina ter sido uma criança mais feliz, e que perdeu na infância as delícias de uma.

Nestes últimos dias resolvi implicar:

Será mesmo que definir família é o principal laço de amor? Um apoio de sustentação? Quando vem pranto surge o acalento? Quando se sente doente, alguém pergunta se estar melhor? Quando se tem fome, uma mão parte o pão e te entrega o miolo? O caminho que se trilha não é mais perigoso? Ter família cessa o desespero de se sentir sozinho? O amor é seguro? Não se preocupa em perfeição apenas em existência? Ela é responsável por nossa formação e nosso caráter? 

Conversei discretamente com algumas pessoas mais próximas, para que me respondessem o que compreendia por família: - Discorra o que é família.

Notei semelhanças em suas respostas, elas traziam cuidadosamente as pessoas ligadas como seus filhos, seus pais, seus avós, seus primos e primas, o sentimento de orgulho perceptível por viverem nesse conjunto. 

Porém, na exceção de uma resposta, ouvi que família não tem relação apenas sanguínea e sim na faculdade da livre escolha.

Até que ponto se escolhe alguém? 

Nos meus questionamentos era como um mosaico se formando, no fundo era como se estivesse travando um desafio. É verdade que não é um tema fácil para mim. 

Às vezes, sinto-me pertencente a uma grande família e em alguns momentos sem sobrenome. Não tem nada relacionado aos dramas e dissabores da “pobre incompreendida”, sei do meu desenho contagiante em apontar pessoas para serem “meus” como familiares. 

Em algumas respostas que ouvi é que  família é a união de pessoas pelo amor constituído entre amigos que se pode conquistar. Descobri também que ninguém quer ser excluso do seio familiar,  ser abandonado por rejeições.

A “natureza” nos coloca em lugares além.

Famílias inversas que não se comunicam e não tem uma única adoração por conviverem. Sentem falta de pessoas que existem e mesmo vendo todos os dias, não se falam.

Família são nossos verdadeiros amigos? Será que ELES sabem que fazem parte da nossa família? 

O que sei é que meus olhos ficam marejados em falar dessa matriz, por inspirar referências e quem sabe os ancestrais. 

Divagando e divagando, ouso definir família: 
"É enxergar um campo fértil em que atravessamos rapidamente, sem poder tocar nas tulipas."

Não devemos assertivamente responder com definição romanceada, ou seja, declarando que família é a base de tudo, pois é possível não termos, e sentirmos a sensação de que o nosso chão é flutuante, então, concluímos que é melhor não definir que ela é a base de tudo.

Confortável acreditar que é na existência da família que conhecemos inicialmente a força, o amor e a união. O que se espera dos membros da família é a promessa de lealdade.

Quando nascemos num lar bem “bonitinho - retratos bem tirados ” não nos é fácil compreender todas as nuanças do conjunto familiar. 

Acerbo a valorização em falar do nascimento e a criação, trago essas questões, contudo, como falar da minha existência? 

Resumo em três elementos: Um homem, uma mulher e um amor insólito.

31 de mai de 2012

DEBAIXO DAS ASAS


Observando rapidamente a imagem acima, não percebi sua graciosidade.

- Você entendeu? (Ele perguntou)
- O que você vê? (Ele mais uma vez perguntou)

Com um olhar mais interessado, implantou-me o desejo em escrever sobre.

A resposta impulsiva e simplista entoaria apenas a amenidade da natureza, em sua proteção e sobrevivência dos filhotes.

Estive entre a maternidade que sabe fazer o seu ideal a cada dia com presteza. As prosas e versos esmeram o doce amor que é efeito da alegria.

Os galhos iluminam alternativas de descanso, assim, como um carinho que podemos dá sem pressupor retornos.

Debaixo dessas asas é muito bem que se faz.

Cuidados e protegidos, precisamos ser pequenos e então percebidos, em alguma fase da nossa vida, queremos mais o abrigo do outro, do que o nosso próprio esconderijo.

Mesmo pequenos e cobrindo o rosto, um dia tomaremos o lugar do "protetor", debaixo das asas é temporário, mas o sentimento de cuidar é permanente.

Enquanto espero, ouço:


22 de mai de 2012

FÉ E SILÊNCIO

O Deus que eu creio Ele concede a paz, sua manifestação é poderosa, sua revelação é onipotência e sua proteção vem como milagre;

O Deus que eu creio tem uma voz inconfundível, suas mãos edificam nações e faz cair com sopros cadeias de maldições;

O Deus que eu creio não força trabalhos, Ele desperta amor e doação, as nossas dores e angustias sãos aniquiladas, Ele faz multiplicar a coragem no íntimo dos seus filhos e os consola pessoalmente;

O Deus que eu creio acalma nossa mente e prepara nossa alma. E não permite que ninguém construa represas das Suas águas vivas dentro do nosso ser, precisamos ser livres para percorrer o curso natural dos ribeiros em nós;

O Deus que eu creio abre os ferrolhos, e mesmo estando em combates, turbulências em águas agitadas, sem remo e sem direção a confiança vem do alto e esperamos certos pela porção do maná;

O Deus que eu creio envia o socorro, mostra o caminho, prepara nossos pés e seguimos com firmeza e verdade.

O DEUS QUE EU CREIO DISSE: “O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois” (João 13:7)

"O MELHOR DE DEUS É MAIOR E PERFEITO."


(É o que sinto e sei, dentro do meu casulo).

 

7 de mar de 2012

MINHA HISTÓRIA E MINHA CANÇÃO


Saudades...


Em 2012 ainda não abri nenhuma postagem, asseguro que não foi por falta de inspirações, aliás, tenho uns postes prontos bem interessantes para publicar.


"Estou mais lenta do que burro na ladeira, atropelado pela “cangaia” que desce na banguela.(ao sotaque nordestino com orgulho)"

Israel tem se mostrado indagativo (curioso), requer explicação da funcionalidade de tudo ao seu redor. O mais intrigante é que na sua inabalável opinião, estou no patamar das mais inteligentes mães (Ele mais a frente descobrirá que não é bem assim....risos)


Por enquanto, vou respondendo o que convém, e me esforçando no dialeto, confesso que às vezes, sinto enfado dos discursos quanto aos temas da física, química, geografia, esporte, passado, corpo humano, alimentação, sexualidade, religião, curiosidades, eletrônica, tecnologia, etc...Ah! Mecânica também. (este último não me sai muito bem)
O tema tempos passados, numa ocasião tentando distraí-lo, não imaginei que minha declaração seria bombástica: - Israel, lá na minha casa não tinha televisão, quando eu era criança.
- Isso é inacreditável! (Espantado exclamou)
Não era para provocar alvoroços, queria fazer um encontro dos tempos (o meu e o dele) e suas oportunidades, sem tom de chantagens emocionais.
Infelizmente provoquei mais curiosidade, e ficou desejoso em querer saber como eram as minhas ações criativas para burlar o tempo.
Surgiu tão-logo, uma conversa basilar para ele, ao ouvir minhas lembranças do cofre bem trancado, e abri o cofre com a combinação certa que é confiança, crença e lealdade.
Mais uma vez afirmei que não tínhamos uma televisão e que a nossa rua não era saneada, poucas casas construídas na época, a dita cuja nos anos 80 – numa cidade do interior do sertão pernambucano era inusitado possuir.
As pessoas menos privilegiadas contavam com a arquitetura das praças públicas que em seu desenho estrutural existia uma enorme caixa com esse equipamento curioso para entretenimento da comunidade.
Considerávamos notáveis, pois, morávamos numa rua que alguém a possuía, e ao cair da noite as famílias se reuniam para assistirem toda aquela novidade em preto e branco. Uma televisão era o sonho de consumo. O meu primeiro contato com uma colorida foi na casa da minha avó em outra cidade.
Até que minha mãe comprou uma televisão que demorava ligar, era colossal e ocupava quase a sala toda, fazia estalos quando trocávamos o canal; de segunda mão que para nós não importava, triste foi o dia em que pegou fogo de tanto ligarmos.
Tenho que admitir - fui mesmo uma criança curiosa, lembro da naturalidade preferencial do gosto da meninada pela televisão, mas o meu fascínio era o RÁDIO. Qual criança gostava de rádio? Descobri que minha apreciação era pela liberdade no fluir dos meus pensamentos. 
Inerente a penúria, também na minha casa não tinha rádio. Confissão cruel? Não exatamente – respondo. Foram nas ausências que muito conquistei e desde cedo aprendi a valorizar cada passo na conquista, na força do trabalho.
Incomum fazer filas nas portas das casas e/ou fazer rodas para ouvir ao rádio, isso dificultava ainda mais ao meu acesso. Com destreza descobri a chegada das ondas sonoras vindas da casa da vizinha, e prontamente colocava o meu ouvido na parede para escutar o seu rádio. 
O encontro impreterível era às 16hs, para ouvir um programa que se chamava MINHA HISTÓRIA E MINHA CANÇÃO, apresentada pelo locutor chamado DANIEL DANTAS; recordo a vinheta com assobios. A história era narrada e em seguida tocava a música, enquanto minha mente criava todos os detalhes do outro lado da parede. Não economizava esforços para todos os dias ouvir o meu programa favorito. (estou rindo agora por lembrar quando o plano não dava certo – vizinha viajando ou quando mudava a estação.).
Israel observava os detalhes da minha história, sorriamos em algum ponto, e quiçá criando em sua mente os cenários que tentei desenhar. 
Concluindo:
Espero que um dia o Israel saiba que passados os anos... muitos anos... Afastei os meus ouvidos da parede da casa da vizinha e numa guinada na fase adulta, passei a trabalhar na empresa que mais me fascinava com Execuções de Ondas Moduladas e sua filial, fui responsável diretamente por participar da estrutura operacional de outra filial.
Aprendi que o quê separa uma pessoa de um sonho é apenas uma parede que se transpõe a qualquer tempo.
O Daniel Dantas não imaginava que aquela mulher de semblante sério, entrava tantas vezes na empresa de comunicação, já foi uma menina de 6 anos que colava o ouvido numa parede para ouvir ao seu programa, e que seus aplausos era por ele ser o melhor contador de história da sua vida. 
Desejo marcar esse poster com essa canção:

7 de dez de 2011

RESENHA DA MÚSICA ESTRADA NOVA

O pensador: ‘E que a minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade...também”. é o mesmo da Música Estrada Nova, Oswaldo Montenegro.

Pouco é o gênero que me agrada, e músicas que debicam a emoção são pouquíssimas, seleção crítica a minha.

Na época do vinil, bradavam: Troca o disco, vira o disco! Vai furar o disco? (Nas repetidas execuções de uma determinada música).

Atualmente, só precisamos dá um clic no “Repetir” do WMediaPlayer e não ter receio em furar o disco, pois, mudou a forma das execuções mas não mudou o impulso por elas escolhidas.

Por um ano e alguns meses, especialmente essa música, foi configurada na minha chamada de telefone, hoje não mais; além de ser a escolhida nos meus momentos de “veludos”.

Aqui falaremos sobre essa Estrada Nova, não na interpretação intima e confidencial do autor, mas no que é inerente ao apreciador em resenhas, e quem sabe dará a resposta do porquê que ela é tão boa letra e melodia.

Estrada Nova - Oswaldo Montenegro

Eu conheço o medo de ir embora
Não saber o que fazer com a mão
Gritar pro mundo e saber
Que o mundo não presta atenção

Quando estamos diante de uma novidade, um caminho à seguir, uma direção à escolher, numa madrugada longa, pessoas que não conhecemos, situações inesperadas, lugares sem acentos, um final que não decidimos e não podemos pedir auxílio.

Não saber o que fazer com a mão, lembra-me uma timidez que busca função para esconder toda tensão. E mesmo na satisfação do grito, não trará um resultado, nem atenção de ninguém.

Eu conheço o medo de ir embora
Embora não pareça, a dor vai passar
Lembra se puder
Se não der, esqueça
De algum jeito vai passar

Declarar ter medo dessas novidades, é querer ser um peixe no meio do mar, que exerce a sua melhor arte: Fugir, escapar, deslizar até que se sinta seguro novamente, e não somente o medo, mas toda dor passará.
O sol já nasceu na estrada nova
E mesmo que eu impeça, ele vai brilhar
Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar

O sol já nasceu na estrada nova - esta é a esperança, a dissipação de todo o medo, a clareza dos detalhes, a redundante força, a direção bem tomada, pessoas em quem confiamos, lugares confortáveis, e em meio a um final que não decidimos mas somos responsáveis por continuar construindo novos finais. E com ou sem adversidades o sol brilhará, indicando e aclarando os ocultos sentimentos.

Eu conheço o medo de ir embora
O futuro agarra a sua mão
Será que é o trem que passou
Ou passou quem fica na estação?


Por persistir, o medo nos trava, tirando nossa noção de vez e espaço, e precisa ser estancado esse medo, lançado fora, deixado distante de nós, e somos surpreendidos pelo futuro agarrando nossas mãos, nos lançando por dentro de uma máquina sem sabermos se estamos andando, ou se é a paisagem ao nosso redor. Essa máquina é a vida.

Eu conheço o medo de ir embora
E nada que interessa se pode guardar
Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar


Restando-me aceitar, que o conhecimento do medo nos faz prudentes e observadores, e aceitar ainda que nada é nosso, que uma estrada é para ser seguida e nela nos garante apreciar o por do sol no horizonte.


Sentimentos que vislumbro ao ouvir tal melodia.

31 de out de 2011

A PRIMAVERA DA LAGARTA, Ruth Rocha


Vivo mais um momento delicado da minha vida, esses momentos que não sabemos como ficará o eixo, a ansiedade que insiste depositar, no entanto, lembrei-me de um fato que dominou meus pensamentos, foi a lembrança de ter superado mais uma semana agitadíssima, e compartilho aqui:

“Zapiando” em uma tarefa e outra, fui buscar as últimas avaliações escolares do meu filho, no conteúdo do envelope estaria à resposta de mais uma unidade com sua pontuação.

Cheguei à nossa casa, curiosa para ver os resultados... E ao abrir o envelope pintado e com enfeites, demorei-me na primeira provinha de português, com o título do texto: A PRIMAVERA DA LAGARTA, autora Ruth Rocha.

A ultima frase do texto resumido era: "É preciso ter paciência com as lagartas, se quisermos conhecer as borboletas."

Minha demora foi meditar no estrago que as lagartas provocam nas folhas, sua existência temporária de um estado em transformação, o processo do ser casulo e sua liberdade em asinhas.

E pergunto: Quanto tem em nós de lagartas, casulos e borboletas?

Lagarta = Tempo de buscar (mesmo incomodando), de fortalecimento, de ação e de caminhadas.

Casulo = Tempo de silêncio, da espera e quietude.

Borboleta = Tempo da beleza, do resultado, da apreciação e da liberdade.

SIM, QUEREMOS CONHECER AS BORBOLETAS!


{Para os curiosos, ele tirou nota: 8,5}


13 de out de 2011

PAPAI ME DEU UMA ARMA!

No dia das crianças, fui surpreendida por um menino, falando orgulhosamente: PAPAI ME DEU UMA ARMA!!!!

Em silencio me contive, e fui observar o que o pai estava fazendo por tarefas corriqueiras, deparei-me com ele, mais orgulhosamente: Elaborando uns slides, para aula num Seminário Religioso, não me detive ao tema, mas percebi que era de uma igreja cristã!

Fui tomada por grandes questionamentos e pensei: IMAGINA EU ENTRANDO EM PLENA SALA DE AULA, DESSE MESTRE PROFESSOR CRISTÃO E FALAR: _ ELE DEU UMA ARMA AO SEU FILHO. Como ficaria esse pai? Será que refletiria? Sabe-se que ama o filho, mas vive em compromissos de seu integral interesse, que não "gastou" um pouco do precioso tempo em refletir a contradição que aplica em sala de aula, e a mente do filho.

Estamos tão envolvidos com a mídia mercadológica que até defendemos: NÃO É UMA ARMA É UM BRINQUEDO. Sim, um brinquedo que muitas fábricas “henriquecem” colossalmente, fabricando instrumentos nada “enriquecedores”.

Por ousadia, falei: E OS LIVROS? TROUXE LIVROS? Ouve-se um Não sonoro.

Sim, não era mesmo uma arma, era um simples brinquedo. Defende essa idéia é quem não teme Deus, um Deus que nos ensina, que nos exorta, que deseja crescimento, por ser ELE SOBERANO EM TODA PAZ.

Comum é no oriente médio, que crianças convivem com brinquedinhos reais, capaz de interromper vidas, vidas que foram propostas as realizações.
Quem nunca teve um ente querido, esvair-se por um metal perfurante num impacto, nunca saberá o alcance dessa “coisinha”.

Para Fábrica e para o Pai em sua aquisição é somente um brinquedo, mas para a criança em seu inconsciente, grava-se a frase: É UMA ARMA.

Ah! Outro dia, li num livro: QUE AS CRIANÇAS DÃO VIDA AOS BRINQUEDOS... Pensei tanto sobre essa frase.

Imagina uma criança dando vida: MEU PAI ME DEU UMA ARMA!

Lamento! Feliz dia das Crianças, com seus livros, jogos divertidos, jogos educativos, bonequinhos engraçados...


Termino mais silenciosa e solitária, nesta reflexão.Essa imagem representa o ORGULHO QUE SE DEVE TER!

4 de out de 2011

O CIRCO SEM "PALHAÇO"!

Procuras por parques, exposições, cinemas, teatros, circo e entre outras fontes culturais.

No Império Romano pessoas ofereciam suas apresentações nas ruas e até casas dos mais nobres, além de anfiteatros, o circo foi avançando com grupos itinerantes, palhaços, malabaristas, mágicos e tantos outros.

Lembrar do "Palhaço é assimilar o lado mais alegre do Circo".

Fui num programa circense acompanhada do meu filho Israel e um amiguinho Natan, nossa participação era o entretenimento e a relação cultural. Quando criança me recordo das acirradas birras para assistir de perto aquela imensidão de cores e movimentos, essa novidade movia as escolas e toda a garotada da rua.
Os dois bem animados logo na chegada ao Circo, observei que não continha animal algum, talvez por lembrar da tramitação da Câmara Federal, quanto a exploração de animais em espetáculos. Fiz uma observação discreta, sem alardes, embora ser um bom tema introdutório para debates futuros, mas inicialmente não pretendia colocar peso e dá conceitos na entrada ante ao picadeiro.

Reservamos os melhores lugares, mas para nossa surpresa, não era um lugar privilegiado, dadas as reclamações dos dois (Israel e Natan). Nos refastelamos e apreciamos a lona armada, vez por outra os olhos do Israel brilhavam de contentamento.

Qual a criança que não quer ser escolhida pelo palhaço engraçado? Sim, 6 meninos entre 7 à 10anos, foram escolhidos da platéia para participarem da “brincadeira“, sinalizei ao Israel com um olhar de incentivo, que não aceitou fazer parte.

Um número de grande péssimo gosto fora iniciado; minha mente corria entre as humilhações que antes os animais sofriam por vezes, e em comparar que naquele momento uma substituição por 6 meninos.
Primeiro o “palhaço”, perguntou o nome de cada menino, e em seguida fazia gracinhas com as pronúncias dos seus nomes.

Vocês conhecem o Corpo Humano? _Perguntou-lhes o “palhaço”.

Os 6 meninos criaram 3 duplas, a regra da “brincadeira” era o palhaço perguntar a parte do corpo, e os meninos identificarem tocando o corpo do outro à frente.

Começa o “palhaço“:
- CABEÇA! (Um menino toca a cabeça do seu companheiro).
- PERNA!(Um menino toca a perna do seu companheiro).
Assim sucessivas partes, até que o “palhaço” cita o pênis, e os mais atentos não atenderam ao toque. Mas, para demonstrar o duplo sentido, o “palhaço” diz que é para cada um segurar o seu próprio orgão, por alguns segundos.
O “palhaço” agora grita: - NARIZ! (Os meninos colocam as mãos no nariz do seu colega)

Ecoam gargalhadas! (Pensei: TEM ALGO ERRADO COMIGO, pq não encontrei graça).

O “palhaço” provoca para que cada garotinho rebole, mexam os quadris; com sucesso é atendido, e vocifera palavras reles e atrevidas. Um dos garotinhos mexia os quadris ao som de uma música, enquanto o “palhaço” pelas costas do garoto demonstrava à platéia que o menino era homossexual, numa indução reprovável, um bullying aberto... (Em aplausos)


Ecoam gargalhadas! (Pensei: TEM ALGO ERRADO COMIGO, pq não encontrei graça). [2]

_VOCÊ VEIO COM SUA MAE? Perguntou o Palhaço “entre aspas”.

_Não! Vim com meus colegas. Responde o garotinho (que mexeu os quadris)

_AINDA BEM QUE NÃO TEM NINGUEM AQUI QUE TE CONHEÇA. Afirma o "palhaço", admitiu o fato ridículo que estava submetendo a criança

Nenhum menino foi poupado, foram chamados de: Misérias, cães, pestes e palavras de infortúnios que não reprisarei.

Mesmo impotente, certa de que não poderia ir ao picadeiro e tirar cada menino dali. Uma humilhação patética era uma navalha: PROIBEM OS MACACOS, E FINCAM AS CRIANÇAS NA "MOLESTAÇÃO DE CARATER MORAL".

Que permissividade na diversão medíocre, fomos capazes não aplaudir os números com animais, porque precisamos aceitar isso?
E o Poder Público?
Será que vai se tornar "cultura"?
Escolher crianças para rebolarem freneticamente e serem chacoteadas na equivalência sexual?
Será que a sociedade evoluiu mesmo, em que os romanos lançavam os homens para os leões devorarem a fim de divertimentos? Esses números foram eliminados com a evolução cultural, mas hoje, lançam crianças em sua inocência e são abertamente ridicularizadas.

O meu filho não foi o ESCOLHIDO PELO PALHAÇO, mas não minimiza minha tristeza e indignação. Altos palavrões e falta de criatividade, presenciei aquela encoberta perversidade, desmerecendo a criança e colocando-a como um animal irracional, apenas para alegrar os “sem graças”.

Existe brincadeira inerente as apresentações saudáveis. Será que esse adulto TEVE UMA INFÂNCIA NORMAL? Ou quis usar as crianças como espelho do seu próprio mal e desgosto?

Lamento por ter mostrado ao meu filho uma grande farsa no picadeiro: AQUELE “PALHAÇO”.

PARABÉNS AO VERDADEIRO CIRCO, que adoça a criança!

2 de set de 2011

02 DE SETEMBRO

Muitas lembranças...

11 de ago de 2011

SEU ERRO É A INGENUIDADE

Essa “ingenuidade” é atribuir uma simplicidade extrema ao outro, a falta de bom senso quando falamos tolices e disparates; ou alguém que crê com facilidade em tudo e todos por ignorância.

No entanto, quero frisar que a malícia é pura propensão ao maligno, uma astúcia que engana e devora, muito danosa essa mordacidade pungente.

O ser ingênuo circula no significado de "SEM MALÍCIA", que é um ser natural, INOCENTE e simples.

Encontramos a inocência nas crianças, seres ingênuos que nos fascinam, lembrei-me de uma música do David Quinlan intitulada: Quero ser como Criança.

Essa música desafia o adulto à voltar a ser criança, por se tornar independente, ele é levado aos questionamentos, portanto, voltar a inocência é querer o amor, o afago e o abraço de Deus. É linda demais.

Em particular quero errar com inocência, do que acertar com malícia.

O meu escopo é não crer com facilidades, não dá pareceres ignorantes e não margear nas tolices, mas quero ser ingênua de coração atento e olhar considerado.

3 de ago de 2011

ARREPENDIMENTO


Existe um dito popular:

“Se arrependimento matasse eu estaria morto”.

É uma frase usual nos lamentos por algo que foi feito ou não feito, dito ou não dito.

É desta contrição profunda e pessoal que desejo escrever:
- O arrependimento não mata mesmo, mas a falta dele sim.

No nosso intimo, guardamos muitos sentimentos, características e defeitos, que precisamos trabalhar dia a dia, é nesta elevada consciência de que somos passíveis da arrogância, das certezas nevoadas, um equilíbrio de compasso demorado.

Arrependimento é uma pequena e importante janela de grandes mudanças e é através dela que podemos enxergar horizontes magníficos, para belas fotografias.

O evangelista Lucas em seu capítulo 5 verso 32, diz: “Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento”, esse chamado vem do Senhor em sua Glória e Poder, o Verdadeiro que trabalha no íntimo do homem, e cada falha seja revista e levada ao arrependimento.

Então, concluo que arrepender-se é sábio, e edifica uma nova vida, como um “estalo” para a melhoria de nós mesmos.

Portanto, Se arrependimento matasse eu estaria morto ??????
- Não, o arrependimento traz você a vida e jamais a morte.

Pense nisso!

27 de jul de 2011

AO PAI AMERICANO, COM AMOR!

Excelente é o amor, que envolve nossas vidas.

O Pai Americano: Inteligente, intenso, discreto, sincero, argumentador, sensível, equilibrado, sonhador, sentimental e de natureza sociável.

Sua incansável tentativa por justiça, sem medos das mudanças, mesmo com razões que para alguns seja incompreendida.

O “brilho maior” é o direito de toda criança ser amada.

O homem só dá aquilo que tem, encontrei nele muita vontade de cuidar e amar à tão linda flor (sua filha), nas tantas mudanças marcou-se à hora de florescer.

Testemunhei um cuidado disciplinado, calmo e vigorosamente aplicado, bom senso gracioso, e da sua parte não existiu algo que se destoa.

Manter esse convívio “pai-filha” - é acertar o quanto um pode ser encantador para o outro, há vantagens nessa relação que cresce afetivamente. Ele, o Pai Americano, quer mergulhar de forma sincera na paternidade, capaz de ser submerso por zelo e preservação.

Antes, estive me perguntando, qual preço teria que pagar para centralizar a atenção do meu filho Israel, nós mães achamos que temos mais dos nossos filhos, é um equivoco presumir.

Ninguém substitui uma mãe e ninguém substitui um pai, não importa em que grau seja essa ligação.

Não posso apagar nenhuma linha da historia do meu filho, afinal, ele foi amado e desejado antes, durante e após o seu nascimento, aceitar sua história é respeitar sua vida individual e sem egoísmos.

O Sertão Pernambucano é nossa Pátria com seus preconceitos e rumores de violências, mas ainda extraem-se raízes boas de um povo plural, e foi nesse jardim que Deus escolheu para o Pai Americano “paternar”, nesse berço cultural complexo.

No "O lado pesado da balança", tópico que retrato a indiferença da justiça no tratado quanto ao destino em seus acordos e julgamentos.

O mais importante de tudo e soberano acerto, é o bem estar das crianças, sem que nenhum adulto use de elementos para alienar esses pequeninos, para que cresçam saudáveis, constantes, alegres, prósperos e aos poucos o melhor depreender dos sentimentos, que aflorará em seus coraçõezinhos: "O AMOR!"


Ao

THE AMERICAN FATHER, WITH LOVE!

Matthew H. Guidera, H.C.
Certified Holistic Health Practitioner
Regeneration & Nutritional Wisdom
http://www.renewyourfood.com/
http://www.brazilplantmedicines.com/

11 de jul de 2011

MAIS DO QUE POSSO LEVAR


Sinto-me sobrecarregada, um número excessivo de compromissos, não sei por onde começar.

Nem sempre o começo é o início. Quiçá, a procrastinação de tantas outras.

As urgências são confundidas com as prioridades, e o resultado são atropelos.

Há quem diga que o sucesso é a demanda.

Estamos vivendo na era das pílulas milagrosas, nada mais que uma eufórica harmonia.

Somos máquinas que precisamos de peças para reposição.



Contudo, só sobrecarrega quem tem para dá, espero que os frutos sejam doces...

MOVER DE SI MESMO


Eu sou um muro, e os meus seios são como as torres; então eu era aos seus olhos como aquele que acha paz. (Canticos 8:10)



Coragem implica assumir uma preventiva e firme postura, contra o "despeito" pulsante de alguem.

Pois, o "bater no peito", ou seja, o insípido gosto da superior suficiencia nada mais é que uma embuste armadilha de tolo.

Despir a camisa, vai além do tecido, o que esconde a pele, esse tecido é corroído pelo tempo, um tempo que não se conta, não existe calendário, ou rotações com dimensões ordinárias.

Eis aí, algo que precisa ser tomado, por algo que se perdeu...

Não existe volta, pode ser que no "grito", seja escutado na saída do som ecoado.

Eis aí, levanta na força de Deus.

21 de jun de 2011

O lado pesado da Balança

O Advogado e Jornalista Paulo Stanich Neto, demonstra:


"A pessoa, quando se tornar universitária, é premiada com uma benesse pouco comum à realidade contemporânea brasileira. O ingresso no terceiro grau significa dizer que o estudante foi selecionado para um grupo privilegiado dentre toda população brasileira, e agora passa a constituir uma lâmina social que oscila na faixa de 5% da população pátria"


Faz lembrar a contribuição devida aos 95% da população que não conseguiram atingir os mesmos patamares de ensino. Esse parafraseado deveria ser lido aos gritos nos juris corredores; processos e pessoas se misturam, ignoram a singularidade de cada situação, mas vale o quantitativo solucionado.


"O Direito é a ordenação bilateral atributiva das relações sociais, na medida do bem comum. (Miguel Reale)".




Fonte:
Stanich Neto, Paulo; Guia do estagiário de direito; Campinas - SP; 2004.

9 de jun de 2011

O VELHO CARVALHO


Há quem diga que além de árvore, é um medidor de temporais;

Há quem diga que além de árvore, é uma fortaleza;

Zomba de tempestades que não podem derrubá-lo;

Olhar fixamente para um carvalho é saber que ante a vitória, muito esforço foi feito;

A firmeza no solo é maestria, e qualquer ameaça é um mero risco na partitura;

Seu nome, por favor : - Keyla "sempre" Carvalho

6 de jun de 2011

IDENTIDADE

Frase inesperada:

"Se eu fosse um brinquedo, já estaria no lixo e o meu nome não seria ISRAEL e sim: Mamulengo!"


3 de jun de 2011

CRENÇA VACILANTE - "LACÓNICA"

Somos frágeis, propiciáveis reações surpreendentes, descrevo minha insatisfação por coisas que não cabe a mim mudar, intangíveis...

Se um lado permaneço como aprendiz dos aprimorados ensinamentos divinos, do outro, ativo o esquecimento dando aberturas aos meus resolutos, vontades, disparates... O primeiro lado, é mais seguro, retraio-me ao estado divinal.

Que peleja profunda no que podemos fazer e como fazer, mesmo causando tanto sofrer; li outro dia que um míssil destrói o alvo, atravessam anos e anos para ser construído, mas o míssil destrói o alvo e a si mesmo.

Pensando assim, no que vigoraria a vingança? Será que é um prato que se come frio e várias vezes? Ou no calor das emoções? Qual prato seria mais saboroso?

Levando em questão, por viver na prática um valoroso controle, mas será que isso tem mesmo valor?

São questionamentos repetidos apenas, Deus com seu Poder estar no controle...

Do que adianta, tanta urbanidade em meio aos carniceiros? Coloca-se flores num jardim e outros põem serpentes.

Sinto-me, numa revolta maior do que eu mesma, o sorriso não é mais polido e nem mais espontâneo, ele fixa no socialmente bem reservado.

Quando entregamos algo de nós para alguém por vontade, por boa fé, nos traz um prazer imenso... Mas, quando somos tomados, mesmo uma pequena porção é como se fosse a maior espera.

Estou tendo experiências inimagináveis diante da Ingratidão, ela desfaz todo brilho das gravuras...

Dias difíceis...

30 de mai de 2011

O ESPELHO

Intolerante, procurando encontrar em mim a menina que contei ao meu filho Israel, ele sempre declara a frase: EU NÃO SEI! EU NÃO CONSIGO!
São retornos negativos que ouço ao solicitar um labor da sua parte, contratei o desejo de contar-lhe uma história:

"Israel, preste atenção!

Aos meus 12 anos, a professora perguntou na sala de aula: Qual menina aqui, poderia entregar flores "a tal professora", por sua despedida? Precisa ser uma menina desinibida.

Todas as meninas: NÃO SEI! NÃO POSSO! TENHO VERGONHA!

Por impulso, levantei o braço: EU POSSO!

Fui retirada da sala de aula e encaminhada ao salão de festas, levava comigo rosas e carinhosamente entreguei a homenageada, mantive a permanência e participação. Frustrações do lado de fora das minhas coleguinhas, afinal, era uma comemoração particular."



Conclui e o Israel sorriu muito, dobrou-se em gargalhadas.

Compreendeu como é bom não escondermos os nossos talentos, nossa capacidade...Poderemos até perder grandes oportunidades por sentenciarmos um NÃO impostamente.




O OVO RESPONDEU: SIM EU POSSO!

Ilustração: Só para descontrair..srsrs

16 de mai de 2011

FILHOS FELIZES

O autor Dr. Fabiano Hueb, reúne em capítulos sua experiência de continuar “paternando” numa leitura simples e direta, o sucesso que obteve advindo da relação harmoniosa - pai/filho, mesmo após sua separação.

Ele demonstra a maturidade na medida certa, quanto ao papel que cada um dos pais exercerão, na orientação emocional dos filhos, em maior enfoque na obra é o papel do pai.

Observei que a figura materna foi sombreada, ou seja, posta em terceiro plano, acredito que só alcançou essa prática convivente, pelo esforço da mãe. Quiçá! Inexistiria essa obra sem a colaboração da mãe dos seus filhos.

Hueb, oferta um capítulo entoando o tema: Alienação Parental.

Recomendo a leitura!

13 de mai de 2011

MORADA DO JOÃO

O pássaro João-de-barro conclui seu aconchego, num galho de uma árvore, certo de que abrigaria sua família, inesperadamente um vendaval derruba sua casinha.

Por um breve momento o João-de-barro, lamentou-se, culpou-se.

A casinha destruída, tão linda e perfeita, estourada ao chão.

Arrependido de ter feito sua morada no galho, imaginou que se fosse construída em outro, o vendaval não teria vencido.

Ele passou a se culpar, a culpa era forte todos os dias, o temor do inverno e o desamparo era sua queixa.

Não daria mais tempo para construir um novo abrigo, o cambaleante pássaro, retorcia-se em remorso. Porém, não sabia o João-de-barro, que ele não tinha culpa alguma, pasmem! O problema não era o galho da árvore, o problema era o TRONCO. O tronco da árvore estava oco, sem vida, e os galhos estavam fracos, como agüentar o peso de uma casinha?

Por um instante, silenciou os lamentos, observou atentamente, percebeu porém, que aquela árvore não tinha vida, sustentação e segurança.

Alegrou-se pela proeza da sua vida, que é à vontade em construir, e por ser um sagaz engenheiro da natureza, pensou ele: - SIM, HÁ TEMPO DE CONSTRUIR UMA NOVA MORADA!

4 de mai de 2011

VOCÊ NÃO CONHECE A MALDADE


Em admiração ao meu “estilo” diplomata, modo seguro e bem ajustado; fui surpreendida:

- Keyla, você não conhece a maldade. (Cambiante idéia numa demasiada inocência, tal frase era receptiva como elogio de brandura; raro nos dias de hoje).

Cravei um olhar, sorriso serrado, ar misterioso no declínio tímido, mantendo a mansidão, e no comando o “silêncio” no cofre imerso as lembranças tempestivas.

Evadi-me timidamente sem respostas, nenhuma vaidade pelo elogio recebido, e assim... caminhando... caminhando... caminhando... “descanso numa pedra” (figurado).

É aqui que deságuo, com águas turvas...

Respondo:

Meu olhar sereno, inocente, manso, silencioso, tão-somente, conhece a MALDADE.

Conhecer não é seguir, nem aceitar como prédica.

Conheço a Maldade da gestação ao nascimento solitário, a esmo nas caatingas nordestinas;
Conheço a Maldade na negação dos seus direitos e seu sobrenome;
Conheço a Maldade em que vale mais o orgulho, do que assumir os erros;
Conheço a Maldade no perder dos cabelos e passar anos sem ver o reflexo da própria face;
Conheço a Maldade no descer dos carros, motivado por pessoas pelo cheiro forte das feridas insuportáveis;
Conheço a Maldade num banheiro de chão glacial, um grito abafado num corpo infante, pele lisa, cabelos longos, sonho de anjo;
Conheço a Maldade quando testemunha um pai agonizando...veias, órgãos e no puxar do gatilho o seu próprio irmão;
Conheço a Maldade quando procura uma parede para recostar e nas mãos sangue de uma vida que vai embora;
Conheço a Maldade de uma mãe que em desequilíbrio tenta o suicídio diante dos seus olhos;
Conheço a Maldade dos irmãos desprezando e competindo uns com os outros;
Conheço a Maldade atroz de um "amor" interesseiro, inventável no bem pessoal;
Conheço a Maldade da negligência no transito que leva vidas importantes e muda tantas outras;
Conheço a Maldade dos dias enevoados;
Conheço a Maldade dos conflitos familiares;
Conheço a Maldade do preconceito militante;
Conheço a Maldade de colegas profissionais;
Conheço a Maldade de acusações infames;
Conheço a Maldade da doença;
Conheço a Maldade da Ignorância;
Conheço a Maldade da individualidade;
Conheço a Maldade na sua tendência à prática ruim de uma “ilustre” iniqüidade;
Conheço a Maldade como sendo o enxofre pungente;
Conheço a Maldade no desenho mal desenhado;
Conheço a Maldade no repúdio pela mesma;

"A terra frutífera em estéril, pela maldade dos que nela habitam. Salmos 107:34"

Sim, conheço a perspicácia da malvadeza.

E repreendo a cilada maliciosa em minha vida!

Suscito o “CONHECIMENTO” que infinitamente não preciso regatear.

Afasto qualquer sentimento menor no córrego desprezível.

Assim, silenciosamente permaneço, agradeço os livramentos e consciência do que exponho.

Avante!

Conclusão:

Dando vazão a minha resposta:

“Conheço tanto a maldade que prefiro fazer-me inocente, negar a existência de tal, assim, opto esquecer como manejos defensivos”.

19 de abr de 2011

PRA VOCÊ...




É pra você...

Sem face...

7 de abr de 2011

07 DE ABRIL DE 2011

Crianças quais os seus sonhos?

Elas não darão a resposta, o gemer frio da angustia abafa em silêncio. Uma mente doente sem acolhimento familiar, e que vive num sistema cauterizado de uma sociedade desvestida.


Arma em punho, coragem pérfida, velocidade brutal, foi assim que hoje o desespero atropelou a esperança.


O lugar do saber, da preparação, da pesquisa, da construção, da segurança, da disciplina, do ensino-aprendizagem e do futuro, foi cenário sem holofotes, mas clarões foram vistos, destruindo sonhos e vidas investidas, com faces rosadas dos poros da juventude.


Pais, Mães, Familiares... Estamos em sentimentos, como parte da mesma família, que ver nossos filhos em saída no uso dos seus passos, e seus pezinhos são impedidos de continuarem...


Deus É e será sempre o CONSOLADOR!

ELE VOLTA A ESCREVER


Jair Ferreira - Meu amigo de referência e sensibilidade.

PARTE II


Deus existe sim, e em plenitude. Continue...

30 de mar de 2011

MILAGRE SEU NOME É ISRAEL



Hoje recordo um momento muito importante, lembro quando você nasceu, era um sentimento sem igual; é na vida que comemoramos a vida.


7 anos na sua companhia.


Feliz Aniversário! Deus te abênçoe, meu querido e amado Filho.

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