Sabemos olhar!

30 de mai de 2011

O ESPELHO

Intolerante, procurando encontrar em mim a menina que contei ao meu filho Israel, ele sempre declara a frase: EU NÃO SEI! EU NÃO CONSIGO!
São retornos negativos que ouço ao solicitar um labor da sua parte, contratei o desejo de contar-lhe uma história:

"Israel, preste atenção!

Aos meus 12 anos, a professora perguntou na sala de aula: Qual menina aqui, poderia entregar flores "a tal professora", por sua despedida? Precisa ser uma menina desinibida.

Todas as meninas: NÃO SEI! NÃO POSSO! TENHO VERGONHA!

Por impulso, levantei o braço: EU POSSO!

Fui retirada da sala de aula e encaminhada ao salão de festas, levava comigo rosas e carinhosamente entreguei a homenageada, mantive a permanência e participação. Frustrações do lado de fora das minhas coleguinhas, afinal, era uma comemoração particular."



Conclui e o Israel sorriu muito, dobrou-se em gargalhadas.

Compreendeu como é bom não escondermos os nossos talentos, nossa capacidade...Poderemos até perder grandes oportunidades por sentenciarmos um NÃO impostamente.




O OVO RESPONDEU: SIM EU POSSO!

Ilustração: Só para descontrair..srsrs

16 de mai de 2011

FILHOS FELIZES

O autor Dr. Fabiano Hueb, reúne em capítulos sua experiência de continuar “paternando” numa leitura simples e direta, o sucesso que obteve advindo da relação harmoniosa - pai/filho, mesmo após sua separação.

Ele demonstra a maturidade na medida certa, quanto ao papel que cada um dos pais exercerão, na orientação emocional dos filhos, em maior enfoque na obra é o papel do pai.

Observei que a figura materna foi sombreada, ou seja, posta em terceiro plano, acredito que só alcançou essa prática convivente, pelo esforço da mãe. Quiçá! Inexistiria essa obra sem a colaboração da mãe dos seus filhos.

Hueb, oferta um capítulo entoando o tema: Alienação Parental.

Recomendo a leitura!

13 de mai de 2011

MORADA DO JOÃO

O pássaro João-de-barro conclui seu aconchego, num galho de uma árvore, certo de que abrigaria sua família, inesperadamente um vendaval derruba sua casinha.

Por um breve momento o João-de-barro, lamentou-se, culpou-se.

A casinha destruída, tão linda e perfeita, estourada ao chão.

Arrependido de ter feito sua morada no galho, imaginou que se fosse construída em outro, o vendaval não teria vencido.

Ele passou a se culpar, a culpa era forte todos os dias, o temor do inverno e o desamparo era sua queixa.

Não daria mais tempo para construir um novo abrigo, o cambaleante pássaro, retorcia-se em remorso. Porém, não sabia o João-de-barro, que ele não tinha culpa alguma, pasmem! O problema não era o galho da árvore, o problema era o TRONCO. O tronco da árvore estava oco, sem vida, e os galhos estavam fracos, como agüentar o peso de uma casinha?

Por um instante, silenciou os lamentos, observou atentamente, percebeu porém, que aquela árvore não tinha vida, sustentação e segurança.

Alegrou-se pela proeza da sua vida, que é à vontade em construir, e por ser um sagaz engenheiro da natureza, pensou ele: - SIM, HÁ TEMPO DE CONSTRUIR UMA NOVA MORADA!

4 de mai de 2011

VOCÊ NÃO CONHECE A MALDADE


Em admiração ao meu “estilo” diplomata, modo seguro e bem ajustado; fui surpreendida:

- Keyla, você não conhece a maldade. (Cambiante idéia numa demasiada inocência, tal frase era receptiva como elogio de brandura; raro nos dias de hoje).

Cravei um olhar, sorriso serrado, ar misterioso no declínio tímido, mantendo a mansidão, e no comando o “silêncio” no cofre imerso as lembranças tempestivas.

Evadi-me timidamente sem respostas, nenhuma vaidade pelo elogio recebido, e assim... caminhando... caminhando... caminhando... “descanso numa pedra” (figurado).

É aqui que deságuo, com águas turvas...

Respondo:

Meu olhar sereno, inocente, manso, silencioso, tão-somente, conhece a MALDADE.

Conhecer não é seguir, nem aceitar como prédica.

Conheço a Maldade da gestação ao nascimento solitário, a esmo nas caatingas nordestinas;
Conheço a Maldade na negação dos seus direitos e seu sobrenome;
Conheço a Maldade em que vale mais o orgulho, do que assumir os erros;
Conheço a Maldade no perder dos cabelos e passar anos sem ver o reflexo da própria face;
Conheço a Maldade no descer dos carros, motivado por pessoas pelo cheiro forte das feridas insuportáveis;
Conheço a Maldade num banheiro de chão glacial, um grito abafado num corpo infante, pele lisa, cabelos longos, sonho de anjo;
Conheço a Maldade quando testemunha um pai agonizando...veias, órgãos e no puxar do gatilho o seu próprio irmão;
Conheço a Maldade quando procura uma parede para recostar e nas mãos sangue de uma vida que vai embora;
Conheço a Maldade de uma mãe que em desequilíbrio tenta o suicídio diante dos seus olhos;
Conheço a Maldade dos irmãos desprezando e competindo uns com os outros;
Conheço a Maldade atroz de um "amor" interesseiro, inventável no bem pessoal;
Conheço a Maldade da negligência no transito que leva vidas importantes e muda tantas outras;
Conheço a Maldade dos dias enevoados;
Conheço a Maldade dos conflitos familiares;
Conheço a Maldade do preconceito militante;
Conheço a Maldade de colegas profissionais;
Conheço a Maldade de acusações infames;
Conheço a Maldade da doença;
Conheço a Maldade da Ignorância;
Conheço a Maldade da individualidade;
Conheço a Maldade na sua tendência à prática ruim de uma “ilustre” iniqüidade;
Conheço a Maldade como sendo o enxofre pungente;
Conheço a Maldade no desenho mal desenhado;
Conheço a Maldade no repúdio pela mesma;

"A terra frutífera em estéril, pela maldade dos que nela habitam. Salmos 107:34"

Sim, conheço a perspicácia da malvadeza.

E repreendo a cilada maliciosa em minha vida!

Suscito o “CONHECIMENTO” que infinitamente não preciso regatear.

Afasto qualquer sentimento menor no córrego desprezível.

Assim, silenciosamente permaneço, agradeço os livramentos e consciência do que exponho.

Avante!

Conclusão:

Dando vazão a minha resposta:

“Conheço tanto a maldade que prefiro fazer-me inocente, negar a existência de tal, assim, opto esquecer como manejos defensivos”.
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