Sabemos olhar!

24 de dez de 2008

Meu dengo... Que ombro amigo...

O meu filho com 5anos, fala orgulhoso dos PRIMOS que não conhece, então, ao conquistar um novo amiguinho, diz: - Ele é o meu primo.
Na sua inocência acredita que ser parente de sangue é mais que um amigo, apregoa tal consideração que ele tem por uma nova amizade.
O Jair Ferreira, é um presente de Deus para nossas vidas, deslumbro-me quando o Israel declara tal frase: - O Jair é o meu PRIMO, quando vamos vê o meu PRIMO?

Para o Jair os óbices 2.700mil km que nos separa, não há obstáculo para o envio de “Roupas, tênis, bolachas e chocolates”.

Na criação da imaginação do Israel, pensar que ser PRIMO, é uma amostra e indício do conclusivo e grande amor que ele possa sentir por alguém. Logo mais, sem demora, virá uma fase em que compreenderá que ser “AMIGO” é ascendente da melhor patente em qualquer relacionamento.

Estamos nos apreciando mutuamente, estou descobrindo os olhos do Israel e o que eles revelam, e ele descobrindo a minha voz e o que ela exprime.
As mães tem por seus filhos o consenso natural de que o filho NUNCA CRESCE, no meu caso peculiar, salta à vista, ou seja, vejo que o meu filho não é um BEBÊ. Às vezes, nas conversas descontraídas, falo: O Israel já nasceu “rapaz” - a voz do Israel é intensa.
Sou franqueada por esse ser que me rodeia, observa as minhas atitudes e vai me conhecendo fazendo parte do meu cotidiano. A sua existência equivale apenas uma mera parte da minha vida, em 5anos muito tenho acompanhado esse fascínio infantil em evolução.
Israel transforma tudo em brinquedo, tem uma imaginação incansável, o bom seria se nós adultos pudéssemos transformar tudo em brinquedos, esse é o dom típico da criança. Qualquer objeto nas mãos dele, é como um “transforme“ - neste momento ele está com o meu perfurador e grampeador de papeis, e nas mãos manuseia e faz sons com os lábios, observo a sua satisfação em não ser interrompido.

Há 5anos atrás inexistia essa amizade, lembrei-me de uma cena, em que estava amamentando-o no seu quartinho enfeitado, decoração simples mas muito aconchegante, o quartinho dele era o melhor lugar da casa, tinha atrativos, cores e cheiros. Enquanto amamentava nas primeira semanas, “duras” semanas, estava sozinha com ele, e logo fui interrompida pela entrada inesperada do Pai, que não observou que estava no início da amamentação, e o mesmo fez a pergunta: - O quê você está fazendo?
Com o Israel no meu colo, respondi por voz infantil, com ar de graça que lhe arrancou muitas risadas: - Extô num relaxionamentu! (ESTOU NUM RELACIONAMENTO!). O Pai achou engraçada a minha expressão divertida.
Numa brincadeira de trocadilhos de palavras, respondi algo profundo e verdadeiro, que nem eu mesma me dei conta de que era um RELACIONAMENTO.
Neste relacionamento um sente a necessidade do outro, o amor começa a ser mais fortalecido e ele cresce perceptivelmente e eu cresço com ele intimamente.

Lanço sementes no coração dele, e Deus dará o crescimento.
Estamos cada dia mais próximos, juntos sem interferências.
Estou sempre falando de AMIZADE com esse meu amigo de 5anos, às vezes, substituo o início de uma frase: De FILHO, por “AMIGO”.
Israel é o meu filho mas quero muito mais, porque desejo ser para ELE O QUE ELE PODE SER PARA MIM.
“O ombro do meu "Rapaz" ainda é tão pequeno, mas já tem espaço e força suficiente para recostar o meu rosto”.

“Filho meu, não rejeites a correção do Senhor, nem te enojes da sua repreensão. Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” (Prov. 3:11-12)

5 comentários:

  1. Pitty I do not understand a word... :(
    I seems to be interesting.

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  2. Sabe, fico pensando se os problemas no mundo não seriam necessariamente a falta de uma criação de qualidade...

    Depois de ler um texto como o seu, entro em êxtase por observar a sorte que seu filho tem por receber uma criação tão exemplar...

    Parabéns a vc pelo filho, pela maneira de ser mãe e pelo blog...

    Grande abraço...

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  3. Filhos são nossos faróis. Sem eles nos perdemos, nos distanciamos e principalmente...e deixemos de conhecer mundos.

    Abraços.

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  4. Umas pessoas (elas, eles, quem?) havia de cujas almas apenas uma porta de imbuia e dois metros me apartavam. Ah, quão longa, intransponível era essa distância. Hoje sei que posso fingir que não e sim. Então, nãossim. Tinha em algum lugar algum conceito de completude vazia, vazio completo que me bastava. Não era fingimento, veja. Passei a fingir anos depois quando aceitei a hegemonia do mundo. Foram longos anos. No início pensava que sairia ileso. Hoje nem imagino quantos monstruosos danos tive de aceitar na negociação.

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